Enxu Queimado e o Retratista

Publicado por Elson - Mucuripe em 30/10/2016 às 20h03

Enxu Queimado é assim...
O tempo parou por aqui. O parque eólico chegou pelas vizinhanças, mas não tirou o sossego, a vida segue pacata, arrastada pelo vento forte que agita os paquetes no Mar de Enxu. "Nessa cidade todo mundo é..." de Enxu. Todo mundo é daqui, mesmo que não tenha nascido por essas bandas, mas quem tá aqui é porque é daqui, o lugar escolheu, a vila acolheu. As portas estão sempre abertas, a conversa é sempre boa, os causos contados no alpendre são reais, tanto faz os da casa de Nelson ou de Pedrim, ou de Manoel, os causos são de verdade, e a conversa não tem fim, só termina quando os olhos miúdos de sono se fecham a sonhar.
O Nelson tá sempre ali escrevendo as Cartas de Enxu pro Tonho, assunto não falta, se falta, arruma mais. O violão tá sempre ali, ou descansando, ou nas mãos de quem se atreve. E as canções são sempre praieiras, pois o Mar de Enxu se junta com o coqueiral e dá o tom pro violeiro que se inspira e não pára de tocar, até que os olhos míúdos de sono se fecham a sonhar.
O retratista de Enxu caminha pela praia, corre os olhos no Mar, pensa e repensa, bate um retrato e volta a caminhar. Sabe lá o que pensa, mas se sabe o que vê. Enxu Queimado o escolheu pra ficar por ali a divagar, no aconchego do colo de sua doce amada, até que seus olhos miúdos de sono se fechem a sonhar...

 

 

Categoria: coisas do Mar

Comentários

Nelson em 31/10/2016 19:44:17
Texto arretado da mulesta!

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