Blog Velas do Mucuripe

Qual a probabilidade de um raio atingir uma embarcação?

Publicado por Elson Fernandes em 07/02/2016 às 09h08

Essa é uma pergunta que muitos fazem, e muitas vezes ficamos sem respostas pois as estatísticas praticamente inexistem no que dizem à quantidade de embarcações atingidas por raios no Brasil. Nos Estados Unidos existem estatísticas que afirmam que em torno de 100 embarcações são atingidas anualmente por raios, e que mais ou menos 100 pessoas morrem anualmente atingidas por raio, sendo que 13% destas estariam embarcadas em barcos de lazer.

Mas, e no Brasil? O que sabemos é que o Brasil é o País que tem o maior número de incidências de raios no mundo. Mas, nossa frota náutica nem se compara com a dos EUA, e de vez em quando ouvimos falar de um caso de embarcação atingida por raio, como foi recentemente o caso do veleiro do nosso amigo Adriano do #SAL, onde houve um prejuízo grande material, mas graças a Deus não houve nenhum dano à vida.

Outra coisa a se pensar é se vale à pena investir em aterramento, e qual o melhor tipo de proteção. Diante das probabilidades de sermos atingidos por um raio numa embarcação será que temos que nos preocupar muito ou pouco com isso?

Seguem links de textos bem interessantes a respeito:

http://www.popa.com.br/diversos/gk.htm

http://www.nautica.com.br/raio-que-nao-nos-partam/

http://www.inpe.br/webelat/homepage/menu/infor/relampagos.e.efeitos/barcos.php

http://www.naveastro.com/navegacao/aterre_seu_barco.htm

 

retirada do site do inpe

foto retirada do site do inpe

 

Categoria: curiosidades náuticas
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Confraternizando com os amigos Marinheiros

Publicado em 08/01/2016 às 19h44

Hoje foi um dia muito especial, confraternizando com os amigos da Náutica do Naval com um churrasquinho a bordo do Mucuripe. Pensei que o negócio não ia dar certo, pois São Pedro tinha preparado umas nuvens caprichadas , mas como já estava tudo combinado, já tinha preparado as tralhas todas, resolvi acender a churrasqueira do Mucuripe assim mesmo, pois só gosto de fazer churrasco se for embarcado.

Tinha tudo pra não dar certo, pois o carvão já tava meio envelhecido, tempo nublado, e eu tinha que ir pro trabalho ao meio-dia. Comecei a preparar o fogo às 10h, e nada de pegar, e quando pegou veio o chuvisco, e o tempo foi passando....Aí não deu outra, tive que ligar pra chefa e pedir uma folga, senão ia ter que abandonar...liberado...show...

A chuva vinha e a churrasqueira era puxada pra debaixo do bimini, depois voltava pra fora, e aí deu tudo certo, mais um churrasquinho que gosto muito de fazer a bordo. E esse foi muito especial!

Agradeço aos amigos Marinheiros do Naval que estão sempre de alto astral e prontos para ajudar no que for preciso, e que são meus mestres na marinharia. Tenho aprendido muito com eles durante todo esse tempo de convívio diário.

Obrigado por tudo e FELIZ 2016 aos amigos Maurílio, Gilmara, Manoel, Amintas, Jaime, Davi, Márcio, Nei, Paulo, José Gonçalves (Ligeiro), Luis, Lucas, Ionaldo, Ezequiel.

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Navegação com GPS utilizando rotas

Publicado por Elson Fernandes em 03/01/2016 às 20h28

A Navegação se tornou bem menos trabalhosa com o advento do GPS. O importante é que no aparelho sejam instaladas boas cartas para que o navegante possa montar suas rotas de navegação como se estivesse trabalhando numa carta de papel, ou seja, tendo uma boa visualização do trecho a navegar.

A forma mais segura de se navegar utilizando o GPS é através de rotas planejadas antecipadamente, pois assim o navegador terá no decorrer de sua derrota várias informações para o auxiliarem a chegar ao seu destino. Não convém apenas navegar com o GPS sem utilização de rotas, pois ao planejar uma rota a segurança da navegação está em primeiro plano. Primeiro, grave os waypoints para em seguida criar sua rota.

Gravar Waypoints

- Para gravar o waypoint onde você está navegando basta segurar o botão ENTER e será mostrada a tela com os dados de localização. Aí você pode clicar ENTER em CONCLUÍDO, ou mover o cursor até o campo para editar um nome para o waypoint.

- Para gravar waypoints diversos na carta (mapa) temos duas opções:

a) teclar PAGE até aparecer o MAPA, e sobre o MAPA, mover o cursor até o local onde queira gravar um waypoint qualquer, por exemplo, próximo a uma ilha ou fundeadouro, e então teclar ENTER, aparecerá a localização desse waypoint (latitude e longitude), teclar MENU, e aparecerá a opção GUARDAR PONTO DE PASS.

b) Na tela do MAPA segurar o botão ENTER e editar os campos de latitude e longitude, caso já saiba de antemão, bem como o nome do waypoint.

 Criar Rotas

- Após criar os waypoints ir na página MENU PRINCIPAL para criar rotas na opção PLANIFICADOR DE ROTAS.

- Ao clicar ENTER em CRIAR ROTA, você seleciona o primeiro ponto e tecla ENTER em UTILIZE, e assim por diante. Após todos os pontos inseridos é só clicar em QUIT para sair, a rota já estará gravada.

- No PLANIFICADOR DE ROTAS você pode selecionar uma rota e terá várias opções como editar, ver mapa, eliminar, etc...

 

 

Categoria: Navegação Costeira
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Exercício de Navegação para Mestre Amador

Publicado por Elson Fernandes em 25/12/2015 às 17h56

A Navegação Costeira tradicional é aquela realizada por pontos observados em terra que estão representados em uma carta náutica. O Mestre Amador é o navegante habilitado a navegar até 20 milhas da costa, utilizando-se das técnicas de navegação costeira para saber determinar a sua posição geográfica. Hoje em dia, temos o GPS que facilita bastante a navegação em geral, porém, o Mestre Amador deve ser capaz de determinar sua posição e realizar sua derrota através do uso da carta náutica, régua e compasso de navegação.

Para que o navegador saiba determinar sua posição utilizando-se da navegação por pontos notáveis, ele terá que ter conhecimento de alguns conceitos básicos como: coordenadas geográficas, tipos de rumos, distância entre pontos na carta, declinação magnética, tipos de marcações, informações da carta náutica, uso da agulha magnética e alidade, navegação estimada.

Elaborei alguns exercícios utilizando a carta náutica do Lago de Brasília para trabalhar junto a meus alunos de navegação todo o conteúdo necessário para a técnica da navegação por pontos notáveis.

Durante a navegação o navegador pode determinar sua posição por diversas formas, utilizando marcações, distâncias fornecidas pelo radar, profundidades, etc. Talvez a forma mais simples seja a de utilizar duas linhas de posição obtidas por marcações de pontos diferentes observados em terra e devidamente representados na carta náutica do trecho navegado. Vamos ao exemplo:

- Navegando no sentido Raia Sul/Ponte JK o comandante marcou a ponta sudeste da ponte com marcação magnética = 113° e marcou a Ilha dos Clubes com marcação magnética = 044°. Determinar a posição geográfica do barco.

Solução

Para realizar tais marcações o navegador utilizou uma alidade de mão, ou seja, uma bússola de mão. E, supondo que essa bússola não apresente desvios, devemos transformar as marcações magnéticas em marcações verdadeiras, pois na carta iremos traçar as linhas de posição utilizando marcações verdadeiras. Para isso, temos que obter a informação na carta sobre a declinação magnética e atualizar para os dias de hoje. Após atualizar a declinação magnética, devemos fazer os cálculos para transformar as marcações em verdadeiras. Na rosa dos ventos temos a informação de que no ano de 2000 a declinação era de 19°45'W com aumento anual de 7'W. Atualizando para o ano de 2015 teremos uma declinação magnética de 21°30'W, podendo ser aproximada para 22°W.

Como a declinação magnética é Oeste, subtrairemos o valor da declinação, 22°, das marcações magnéticas, obtendo 91° e 22° respectivamente. Em seguida, traçaremos as linhas de posição referentes aos pontos citados (ponta sudeste da ponte e ilha dos clubes), e no cruzamento dessas duas linhas é a posição do barco. Determina-se então o valor das coordenadas geográficas pelas escalas de latitude e longitude.

Bons Ventos!

 

 

Categoria: Navegação Costeira
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Breve histórico da Cartografia Náutica

Publicado em 10/12/2015 às 08h03

"Os grandes avanços da Cartografia na Antigüidade ocorreram durante o período helenístico em Alexandria, onde a fusão do conhecimento grego e egípcio permitiu estabelecer as bases da Cartografia atual. Foi lá que pela primeira vez se dimensionou corretamente a Terra. Esse mérito cabe a Erastóstenes (276-196 a.C.), geógrafo da Biblioteca de Alexandria, que calculou a circunferência da Terra em 250 0 estádios (aprox. 45 0 km), ou seja, com uma precisão de + 14%. Calculou também a obliqüidade do eixo da Terra em 23º 51' (o correto é 23º 27’) e afirmava que se podia navegar da Espanha à Índia contornando a África."

Essa é parte de um bom texto do Professor Renato Pereira Brandão sobre a história da cartografia náutica. Segue o link para leitura completa do texto:

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfjEMAC/nocoes-cartografia-nautica-dos-descobrimentos

Categoria: história da navegação
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Velejando em Brasília

Publicado em 02/12/2015 às 07h23

O Lago Paranoá de Brasília é um ótimo local para aprender a velejar, tanto para aqueles que querem participar das regatas como para quem quer curtir uma boa velejada. Nossa proposta é difundir a vela de cruzeiro, ou seja, àqueles que pretendem ter um veleiro oceânico para curtir o barco nos fins de semana, nas regatas festivas, nos encontros com amigos atracando a contrabordo para curtir as águas do Paranoá. E também, aos que desejam se habilitar como Mestre ou Capitão-Amador e se fazerem ao Mar, alugando veleiros no litoral ou para serem tripulantes de veleiros. O nosso curso de vela oceânica é bastante procurado por casais que sonham um dia em ter um veleiro, para terem uma ótima opção de lazer para a família, ou mesmo para adquirirem experiência e um dia soltarem as amarras. A satisfação de ensinar e incentivar a esses casais sonhadores é muito grande, principalmente quando vejo a alegria estampada em seus rostos ao executarem as manobras no veleiro com sucesso. Criamos uma página no facebook justamente para registrar esses momentos em vídeos e fotos.

Se você pretende entrar para o mundo da vela e navegação embarque no Veleiro Mucuripe. Aos que já são Arrais Amador e pretendem prestar exames para Mestre e Capitão, oferecemos cursos de Navegação Costeira e Navegação Astronômica. Visite as seções do Velas do Mucuripe para maiores detalhes.

Acesse nossa página no face CURSO DE VELA EM BRASÍLIA

 

 

 

Categoria: vela
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Vivendo a bordo - Entrevista com o casal Avoante

Publicado por Elson Fernandes em 01/12/2015 às 07h56

Sempre que conto a alguém sobre o casal Avoante, os amigos Nelson e Lúcia, que mora no veleiro Avoante há 10 anos, me fazem uma série de perguntas e afirmações. Uns, ficam admirados e curiosos, querendo saber mais sobre a história do casal, o que os levou a morar num veleiro, o que fazem para sobreviver, quais os planos para o futuro. Outros, já afirmam logo: são malucos! Como pode ter tanto desprendimento?!

Então, decidi juntar algumas perguntas para fazer aos amigos Nelson e Lúcia, para conhecermos um pouco mais sobre o casal Avoante.

 

Há quanto tempo estão morando no Avoante?

Caro Elson Fernandes, primeiramente gostaríamos de dizer que é uma alegria e um prazer conceder-lhe essa entrevista. Em janeiro de 2016 completaremos 11 anos a bordo do nosso querido veleirinho que sempre nos acolheu com muito carinho e conforto.

O que os motivou a morar no barco?

Na verdade não sabemos dizer se existiu um motivo, um sonho ou simplesmente a vontade de ver e viver novos horizontes. Lemos vários livros, conversamos com inúmeros velejadores de cruzeiro, estudamos os manuais de navegação, porém, nada nos levava ao que buscávamos. As respostam não eram claras. Que mundo era aquele que entancava a alma de meia dúzia de felizes moradores do mar? Precisávamos viver tudo aquilo para ter as respostas e acho que o desafio foi o grande motivo.

O que foi preciso deixar para trás?

Tudo aquilo que não cabia no barco: A empresa, a pressa, as teorias, a terra firme, a vida louca das grandes cidades, o medo, as certezas e principalmente as amarras urbanas.

Qual era a atividade profissional de vocês antes de morar no Avoante?

Trabalhávamos com panificação e supermercado.

Vocês tiveram que abrir mão de muita coisa para morar num barco? Foi difícil de se adaptar?

Acho que já respondemos a primeira parte da pergunta anteriormente, contudo, podemos complementar e dizer que: Abrir mão do convívio diário da família e dos amigos foi à decisão mais difícil. Quanto à adaptação, não tivemos nenhum problema. Até parecia que já morávamos a bordo há muitos anos.

Na vida de vocês existe hoje alguma rotina?

Gosto de dizer que nossa vida é um diário sem rotina. Não pode existir rotina em um ambiente que nunca para de balançar, em que a paisagem muda a cada segundo e onde se vive em total integração e sob os efeitos da natureza.

Do que vocês precisam hoje para viver a bordo?

Nada além do que paz, saúde, alegria e bons amigos. Alias, o mar é um grande celeiro de boas amizades.

É verdade que nunca tiveram um fogão a bordo e nem geladeira? (ops, aqui errei na pergunta, era só geladeira...)

Fogão? Temos sim e a cozinha do Avoante é famosa, simplesmente maravilhosa e eu sou suspeito de falar. Quanto à geladeira, não temos mesmo e nunca nos fez falta.

Como fazem a conservação e estoque de alimentos?

Na verdade não precisa estocar alimentos, porque hoje em dia encontramos tudo em todos os lugares. Temos uma pequena despensa com o básico e em quantidades que se renovam com no máximo 15 dias. Carne, frango e outros, compramos de acordo com o desejo diário. Frutas e verduras compramos sempre fresquinhos. Quando vamos fazer grandes viagens abastecemos com folga para o dobro do tempo planejado.

E a questão do uso e abastecimento de água doce?

Em um barco precisamos estar sempre focados na economia. Água doce é um bem valioso a bordo e precisamos usar com moderação. Quando não estamos atracados em um píer e sim ancorado ao largo, sempre desembarcamos com um vasilhame para complementar a água. Quando em um píer a coisa fica mais fácil, mas precisamos lembrar que muitas marinas e clubes cobram a parte pela água.

Como é morar num veleiro de 33 pés? E quando a capitã está brava, pra onde correr(rsrs)?

Morar em um veleiro de 33 pés é igual a morar em um veleiro maior, o que muda é que o trabalho num 33 é menor do que em um de 50. A questão é de adaptação. Existe muita fantasia e romantismo quando se fala em morar a bordo de um veleiro. Muitos desistem antes de embarcar, ou poucos meses após ter embarcado. Outros entopem o barco com uma enorme parafernália de eletrodomésticos, na tentativa de driblar o bom senso, e esquecem os ideais de simplicidade que os levaram a se encantar com o mar. A vida a bordo só requer prioridade e nada mais. Quanto à fúria capitã, aqui em nós tem isso não. Mas já vi muita relação desfeita por motivos banais ou mesmo por falta de uma palavra carinhosa. A desculpa da individualidade é a prova maior da falta de cumplicidade e companheirismo que é base de qualquer relação.

Hoje em dia quais suas opções de fontes de renda?

Fazemos translado de embarcações, damos curso de vela de cruzeiro, charter, trabalhos artesanais – que era hobby de Lucia e virou fonte de renda.

Vocês encaram essa forma de vida como umas longas férias?

Não! Encaramos como uma nova forma de viver a vida.

Pensam em um dia deixar de viver a bordo?

Sim, porque a idade é um limitador para tudo e em um barco a saúde e a forma física é fundamental.

Muitos casais já se iniciaram no mundo náutico a bordo do Avoante. Qual a mensagem que costumam transmitir para esses casais?

Muitos, e alguns já adquiriram seus veleiros e navegam por aí. O nosso curso de vela de cruzeiro foi montado para desmistificar a vida a bordo de um veleiro e mostrar tudo sem segredos. Para isso fazemos questão que o aluno fique a bordo durante os quatro dias de duração. Não mudamos em nada a nossa rotina a bordo e deixamos o aluno muito à vontade para que tire suas conclusões. Alguns desistiram desse sonho e desembarcaram dando graças por termos proporcionado a eles uma visão tão clara e objetiva. Esse é o propósito do curso, que as pessoas não vejam o mundo de quem vive a bordo apenas pela lente do romantismo e da poesia. Um veleiro é um bem que pode trazer alegrias e tristezas profundas, além de se tornar um fardo pesado demais quando não é utilizado. Adoramos viver essa vida de sonhos em que muitos tentam e não conseguem, por isso, em nosso curso, tentamos desmitificar algumas lendas e “verdades”.

 Nelson é autor do livro Diário do Avoante, que é também o nome de seu site. Para mais informações sobre o livro, cursos oferecidos a bordo do Avoante, Charter, visitem o site DIÁRIO DO AVOANTE

Agradeço muito ao casal Avoante por essa modesta entrevista, pois não sou jornalista, somente um admirador das coisas do Mar.

Mucuripe.

Categoria: viver a bordo
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Novo site

Publicado por Elson Fernandes em 22/10/2015 às 22h39

Caros amigos,

Hoje criei este novo site. No entanto, não desativarei o antigo Blog Velas do Mucuripe, que poderá ser acessado pelo menu deste site ou clicando AQUI.

Pretendo criar divisões para tratar assuntos específicos como Navegação Astronômica, Navegação Costeira, assuntos diversos, etc...

Faça uma visita nas sessões do site.

Aguardo sugestões e críticas, para que possa ir melhorando a qualidade do site.

Bons Ventos!

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